Relato do Gustavo Rincaweski IM 70.3 Hawaii

Lembro como se fosse hoje, 03/11/2015 quando resolvi me inscrever para o Ironman 70.3 Hawaii, a felicidade era tanta que não cabia em mim! Porém em 31/01 acabei sofrendo uma lesão grave no pé esquerdo, que faria eu pensar que tudo tinha ido por água abaixo… O sonho, os treinos, aquele dia a dia de um triatleta. Após alguns médicos consultados, resolvi seguir com o tratamento conservador, o que me livraria de uma cirurgia, mas não daria a certeza que ficaria 100% recuperado para a prova. Após realizar 2 meses de fisioterapia, na última sessão sai de la correndo.. Feliz da vida!! E neste processo, eu teria mais dois meses para meu corpo entender que era preciso iniciar novamente, um novo ciclo! Até que chegou o dia.. ALOHA!! Desde o simpósio técnico fui recepcionado muito bem, aquela cidade respira triatlhon e contagia as pessoas!
A natação, teve a largada na praia de Hapuna Beach, onde dali pegaríamos a bike para correr os 90km na Queen… Nadar naquele mar foi demais, era possível ver os peixes e eles te acompanhavam no trajeto… Fiz uma das minhas melhores natação em aguas abertas! E lá vem a bike, um percurso muito desafiador, com muitas subidas, descidas e “um sol pra cada um”! Rsrs é verdade! O calor era tanto em função das rochas do vulcão, que parecia brotar o sol do chão! Mais consegui vencer essa etapa conforme o planejado também. Logo ia para última etapa da prova, onde deixaria a bike no Resort Fairmont e correria o percurso lá dentro mesmo. Quando estava chegando para a T2, ouvi os staffs gritando e comemorando.. Isso não teve preço.. Eles são muito felizes e amam estar lá! Comemoram com cada atleta, cantando, vibrando… dando aquela motivação para seguir. Sai em 6• na minha categoria para correr e confiante que poderia terminar a prova do jeito que tinha planejado. Até que nos 3km comecei a me sentir mal… O calor era intenso, cada vez aumentava mais! E o percurso, por ser dentro do Resort, em campo de golf, tinha muitos cotovelos. Nunca achei que precisaria trabalhar meu psicológico na corrida, afinal, é a modalidade que eu mais me identifico! Mas nos 10km encontrei a Bianca que me deu forças para seguir em frente e cruzar a linha de chegada, com 5h18min, ficando em 8º na minha categoria! Muito feliz por ter realizado essa prova e pelo meu resultado, que apesar de não ser o planejado me desafiou do começo a fim.. Mostrando que competir nos ensina a desafiar a nós mesmo, nos ensina ir além de onde pensávamos que pudêssemos ir.

Agradeço a galera da ABTRI que esteve na torcida e também a minha família, que mesmo de tão longe, enviaram as boas energias!